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Reticências são 3 Pontos Finais

Os jogos são concluídos mas a história se desenrola apesar dos dados.
. Será que é verdade que morrem todos os servos e criados quando matamos o Chefão? . Onde está a conclusão,  se a vida é feita de finais em procissão misturados em miragens?
. Como ele sempre esteve aqui,  eu não vivi sob tutela do fim. Eu vivi acabando.
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Nós

Sua religião deve abençoar com segurança  porque os fantasmas são reais. Seus hinos são de vitória, vaidade e vingança (não por uma compensação histórica) mas porque somos todos apenas animais. Pode ser que agora nós roubemos os mártires e pasteurizemos o caminho para os outros planos. Pode ser que os meus hinos  tenham sido produzidos mediante fraude  porque se acelerar o ritmo dos campos de algodão e dos pântanos o que falta é uma melodia pior cantada na voz de homens brancos.

Zen e a arte de Procrastinar

Eu profetizei Só não pronunciei Todas essas grandes verdades e alguns desastres. Eu imaginei mas não implementei os planos e passos a serem dados. É claro que eu sonhei mas só verbalizei as descrições e muito pouco dos verbos de ação. Eu notei, e encontrei todas as melhores histórias que passaram por mim; mas essas é claro que não narrei. E por pura preguiça da preguiça eu parei

O Tempo-Mar

O futuro afaga, o passado se afasta, e esse presente me afoga. Eu me afogo tentando tocar  essa pele de oscilações na água. As ondas adoram,  mas quando meus ouvidos se distraem
e buscam por “Terra à vista” meus olhos caem sobre prazeres rápidos; minhas mãos vacilam no remo. Enquanto me afasto, sem levantar as velas no mastro do tempo, Me afogo porque pra baixo é o agora que me devora.

Ribalta

Liberta a iluminação dourada nesses espaços.  Deixa a luz ocupar o lugar reservado pra ideias,  mas só por breves segundos, lapsos, pra banhar o olhar com a clareza de uma certeza rápida: O certo é duvidar.
O palco é um presente,  como também são as máscaras e o tablado. Então se põe a dançar e duvidar, Porque no improviso a vida vai até o ato final e finalmente se conclui um espetáculo infinito.

Asma

Volta, asma volta com a irmã paralisia. Vem mancando e arquejando para revelar o que ficou escondido nas voltas e revoltas do dia-a-dia. Volta infância, e trás contigo a asma pra arrancar meu fôlego com novidades. Voltem dias, trazendo também a paralisia e troquem a heresia de adulto pela velha e sábia teimosia. Volta, asma.  Volta também, paralisia.

Pintura

Eu te imagino deitado, de perfil, pintado em aquarela.  Eu conto cada pincelada tocando a cor na tela. A tela agora é você.  Eu te imagino deitado, enquanto a tinta solidifica pra mais tarde esfarelar e decompor no chão lançando cheiros e fogos fátuos. Eu acredito que você é feito de água, e irá regar o mundo. Eu sei que você é regra, feita e desfeita em palavras e outras coisas abstratas Eu sei que você é o mundo,  e o céu ordenado. E eu sei que quando seu poder emudecer  eu vou regar o chão com sal.